10 de set de 2017

Livro fala da relação entre Educomunicação e a pedagogia de Dom Bosco

"Educomunicação: um diálogo criativo com a pedagogia de Dom Bosco" foi lançado em agosto de 2017 por mim, Antonia Alves Pereira. O livro é resultado da dissertação defendida na Universidade de São Paulo, em 2012, sob orientação do professor Dr. Ismar de Oliveira Soares.

A obra contextualiza as práticas educativas salesianas a partir do paradigma da educomunicação. “Fruto de um levantamento minucioso, a pesquisa buscou nas origens da história salesiana do ramo feminino em seus quase dois séculos, a inter-relação entre comunicação e educação, partindo do contexto latino-americano até chegar ao contexto mundial que assumiu a educomunicação como revitalização do Sistema Preventivo”, explica a professora ao Portal da Unemat.

Lançada pela Editora Fi em coedição com a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), a obra está disponível gratuitamente em formato PDF, podendo também ser adquirida em versão impressa sob demanda. Ambos formatos podem ser adquiridos clicando aqui.

A reflexão sobre a Educomunicação transformou-se numa prática corrente entre as Salesianas, ao menos em nível institucional. Como será demonstrado ao longo da presente obra, as Salesianas vêm aprofundando a temática em assembleias mundiais, em eventos e em suas inúmeras publicações. É importante destacar que as Irmãs contam, para tanto, com uma importante contribuição, representada pelas Equipes de Comunicação Social (Ecosam), em nível continental, bem como com grupos articuladores, em nível local. No caso do Brasil, funciona a EcosBrasil, responsável pelo engajamento das religiosas nas discussões educomunicativas. Facilitando o envolvimento das Salesianas com o tema, em nível mundial, uma das lideranças deste processo de reflexão teórico-prático, a brasileira Maria Helena Moreira, de Belo Horizonte-MG, que participou de todos os eventos nacionais, continentais e mundiais que disseminaram o pensamento educomunicativo no país, acabou sendo eleita Conselheira Geral para o Âmbito da Comunicação Social de toda a ordem, contribuindo, desde Roma, para o debate sobre o conceito em todos os países onde a congregação mantém colégios e outras instituições de ensino.

​ISBN: 978-85-5696-173--0
Nº de pág.: 248

14 de abr de 2017

Curso de Jornalismo da Unemat

Conheça o Curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) na Revista das Profissões 2017.
Para ilustrar a carreira de Jornalismo, a professora Antonia Alves fala sobre a atuação desse profissional e conta um episódio marcante de sua vida que une o Jornalismo e a Educação.
O que faz o Jornalista?
O que estuda?
Mercado de trabalho
Jornalismo na Unemat
Fala, Profissional!

22 de dez de 2016

Capítulos de livros nas publicações da ABPEducom

Recentemente a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação lançou uma série de e-books nos quais participei com alguns artigos. O lançamento se deu no dia 5 de setembro de 2016.

Foram dois artigos no e-book Educomunicação e Diversidade: múltiplas abordagens um enfocando o jornalismo ambiental e outro foi o relato de uma mesa redonda que se realizou durante o VI Encontro Brasileiro de Educomunicação.

No e-book Educomunicação e diversidade: integrando práticas, o artigo foi sobre a produção de pautas na Revista Se Liga. Já o artigo sobre as práticas educomunicativas no material didático salesiano foi apresentado no ebook Educomunicação e alfabetização midiática: conceitos, práticas e interlocuções.

10 de ago de 2016

Protagonismo educomunicativo nas escolas

Alunos em escola de São José dos Campos produzindo
um jornal mural interativo durante festa junina da escola

No último artigo indaguei sobre o espaço reservado ao protagonismo dos alunos nas escolas. Então, qual o espaço que eles têm para se expressarem? Esse espaço se dá por meio de atividades curriculares ou extraclasses? Eles têm autonomia para decidirem sobre o que fazer, mediante o acompanhamento de um educador? Durante o processo de trabalho, é percebida significativa melhora nas relações comunicativas no ambiente escolar?



3 de ago de 2016

Discussões educomunicativas em Mato Grosso


Dois colóquios em dois anos. Em 2014, o I Colóquio Mato-grossense de Educomunicação, concomitante ao SemiEdu 2014, apresentou experiências realizadas na UFMT, na Unemat, na Seduc e em escolas salesianas em Mato Grosso. Dois anos depois, as discussões no II Colóquio Mato-grossense de Educomunicação giraram em torno do jornalismo ambiental, Educomunicação socioambiental, protagonismo juvenil, direito à comunicação e afins.

29 de jul de 2016

Educomrádio.centro-oeste


Você sabia que em Mato Grosso existe uma lei educom? A Lei Estadual nº 8.889/08, de 10/06/2008, de autoria do deputado Alexandre Cesar, dispõe sobre o programa “Rádio Escola Independente” com a implantação de mini-estações de rádio nas unidades escolares a fim de levar os alunos a trabalharem as áreas de ensino, códigos, linguagens, ciências exatas, humanas e sociais.

15 de jul de 2016

Educomunicação. Edu… o quê?


Edu… o quê? – os militantes da Educomunicação já se depararam com essa pergunta quando dizem que atuam sobre esse paradigma que tem origens nas práticas libertárias de comunicação popular e alternativa na América Latina que se desenvolveram desde os anos de 1970.

O neologismo foi utilizado, inicialmente, pela Unesco para designar as práticas de “educação para a comunicação” por meio de uma leitura crítica dos meios de comunicação na década de setenta. Enquanto que o designativo “educomunicador” fora utilizado por Mario Kaplun em sua proposta de comunicação educativa no Uruguai.

15 de out de 2015

Alto Araguaia: terreno fértil para a Educomunicação

Professora Antônia Alves supervisionando um aluno
 (Fonte: Acervo do Projeto)
A professora Antônia Alves, do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), câmpus de Alto Araguaia, vem desenvolvendo projetos na área de Educomunicação, desde o ingresso na instituição em 2014. Sua atuação é mais focada em pesquisa e extensão, especialmente com alunos do curso e do Ensino Fundamental de escolas da rede municipal e estadual.

Antônia narra que o contato com a Educomunicação ocorreu em 2000, por meio de pesquisas relacionadas à educação e comunicação popular: “Li autores como Paulo Freire, Celestin Freinet e Mario Kaplún. O Freinet trabalhava com a metodologia participativa. Todos os pesquisadores, mesmo com suas peculiaridades, tinham aspectos em comum nesse sentido”.

Durante o mestrado, foi orientada por um dos idealizadores da abordagem no Brasil, o professor Ismar de Oliveira Soares, da Universidade de São Paulo (USP). “Foi nesse momento que compreendi que a Educomunicação é uma vocação para mim”, conta Antônia.

22 de abr de 2015

Educom, minha história!

História da educomunicação, contata por ela mesma à jornalista Antonia Alves

Parece que foi ontem. Mas meus 16 anos demonstram minha maturidade, apesar da adolescência. Isso mesmo. Em 1999 vim à luz da sociedade latino-americana pelas mãos de um hábil parteiro que soube me identificar nas práticas de agentes da comunicação e educação popular. Ao fazer uso de metodologias participativas, estes agentes incentivavam os atores sociais daqueles processos a produzirem cultura a partir da apropriação criativa que faziam dos recursos midiáticos e tecnológicos. Contaram-me que entre estes agentes destacaram-se um brasileiro muito querido, de nome Paulo Freire e um argentino, que circulou pelos países da América Latina, de nome Mario Kaplun. Quanto a mim, fui batizada com o nome de “Educomunicação”.

Meu parteiro - o professor Ismar de Oliveira Soares - passou a cultivar sobre mim uma paternidade responsável, sondando, acompanhando, assessorando e incentivando grupos, escolas, movimentos e profissionais que atuam em sintonia com minha essência. Assim, logo no início da minha infância, três grupos passaram a olhar para suas próprias práticas comunicativas acolhendo a minha presença em seu interior.

As escolas salesianas das Américas aprofundaram a tríade Comunicação/Educação/Cidadania em todos os seus segmentos e levaram uma conversa sobre a minha existência para suas mais de mil obras educativas nos cinco continentes. As organizações do terceiro setor ligadas à Rede CEP – Rede de Comunicação, Educação e Participação – disseminam minha metodologia de trabalho e atuam no sentido de influenciar políticas públicas baseadas nos princípios que eu defendo, em projetos governamentais dirigidos a crianças e jovens no Brasil. Enquanto isso, as escolas públicas da cidade de São Paulo utilizam esse conceito para resolver o problema da violência no espaço escolar, permitindo que seus alunos se tornem produtores de cultura pelas ondas do rádio.

À medida que eu ia crescendo, mais e mais pessoas se sentiam atraídas pelos meus encantos, com meu jeito moleque de dar vez e voz àquela criançada considerada “sem jeito”. Alguns meios de comunicação convencionais, ao admirar essa maneira rebelde de ser, abriram, em sua política de atuação, espaços de expressão para crianças e jovens, como é o caso da TV Cultura, do Canal Futura e do Programa Jornal na Escola da Associação Nacional dos Jornais (PJE-ANJ). Essa área de atuação foi denominada pelos educomunicadores por “produção midiática”.

Assim, os educomunicadores entram num patamar de pesquisa para entender o meu enigma. Nasci na efervescência das lutas populares. Na época de minha gestação nas décadas de 1970 a 1990, o discurso e a prática dos agentes e profissionais andavam juntas num movimento holístico.

Com o passar do tempo, os pesquisadores passaram a olhar se aqueles que diziam que andavam de mãos dadas comigo estavam de fato fazendo a teoria e a prática serem vistas com um novo paradigma de atuação na interface Comunicação/Educação. A essa área chamou-se de “reflexão epistemológica”. De 1998 a 2011, o banco de dados da Capes/MEC apresentou 79 dissertações e 18 teses sobre Educomunicação, demonstrando que a produção iniciada na década de 1980, tornou-se expressiva na década de 2000.

O bom de tudo isso é que os educomunicadores percebem que a liga de todo o processo é a área de “gestão da comunicação” que garante que a metodologia seja participativa, dialógica e interdiscursiva possibilitando a criatividade dos envolvidos, o que desemboca em outra área significativa: “a expressão comunicativa através das artes”. Tudo isso facilitada pela compreensão de que as tecnologias ou os recursos midiáticos só tem sentido se facilitados pela área da “mediação tecnológica” que os colocam a serviço da coletividade.

Dessa forma, ao discutir sobre o papel da mídia, seus interesses e linhas editoriais por meio de uma leitura crítica dos produtos e formatos midiáticos, os educomunicadores aprofundam a área da “educação para a comunicação”. Essa situação está muito presente no ambiente da educação formal que ganha força com a área “pedagogia da comunicação” que garante que o conceito educomunicativo dialogue intensamente com o currículo escolar.

Nossa! Por isso, sou tão madura em minha adolescência. Também trago em meu DNA uma história de três décadas de revolução, de ousadia e de muita criatividade. Desde minha identificação enquanto campo do conhecimento, minha história foi se consolidando e hoje encontro-me legitimada na sociedade brasileira.

Estou em todo lugar. Com o Programa Mais Educação vou ganhando força nas atividades de tempo integral nas escolas públicas. Já sou estudada em cursos de graduação – Licenciatura em Educomunicação (ECA-USP) e Bacharelado em Comunicação Social com ênfase em Educomunicação (UFCG-PB), em disciplinas de cursos de graduação, em programas de especialização em diversas instituições do país. Já perdi a conta do número de cursos de extensão, projetos e programas educomunicativos.

Assim, vou vivendo, pois educomunicar é preciso – certa vez disse minha amiga, Cristina Costa. Avante, porque esse processo passa por linguagens e discursos, como apontam Adilson Citelli e Roseli Fígaro. Além do mais, sou algo que ganha densidade na era digital com as práticas de educação midiática como aponta Roberto Aparici.

Então, é desse jeito que eu vou fazendo história. Afinal, o significado do meu nome carrega minha missão.

Ismar, sabia que gosto de ser “o conjunto das ações inerentes ao planejamento e avaliação dos processos, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos”?

E você gostou da minha história? Quer caminhar comigo? Tenho até uma associação, você gostaria de fazer parte?

Segure em minhas mãos, pois quero trilhar um caminho de enamoramento com você na Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom).


Crônica elaborada pela jornalista Antonia Alves a pedido da então acadêmica Juliana Corrêa para inserir em seu TCC: Revista Educomunicação; 2015; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Jornalismo) - Universidade Presbiteriana Mackenzie; Orientador: Denise Cristine Paiero.

7 de mar de 2014

Semana Educom integra quarta turma da Licenciatura em Educomunicação da ECA-USP

Alunos e professores na oficina de silk screen 
Quem não pode ir à #Semana Educom da Licenciatura em Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), pode curtir a cobertura que os alunos fizeram no blog EducomUSP. O evento aconteceu entre 24 e 28 de fevereiro de 2014 na Universidade de São Paulo, mais precisamente na Praça do Relógio e ambientes da ECA. Seu objetivo era recepcionar e integrar a quarta turma que ingressou no curso por meio do último vestibular.