3 de ago de 2016

Discussões educomunicativas em Mato Grosso


Dois colóquios em dois anos. Em 2014, o I Colóquio Mato-grossense de Educomunicação, concomitante ao SemiEdu 2014, apresentou experiências realizadas na UFMT, na Unemat, na Seduc e em escolas salesianas em Mato Grosso. Dois anos depois, as discussões no II Colóquio Mato-grossense de Educomunicação giraram em torno do jornalismo ambiental, Educomunicação socioambiental, protagonismo juvenil, direito à comunicação e afins.


Aquele primeiro encontro contou com a presença do professor Ismar de Oliveira Soares (ECA-USP), responsável pela identificação do conceito de Educomunicação como campo autônomo do conhecimento. Os relatos apresentaram a atuação de instituições de ensino superior em grupo de pesquisa como o de “educação ambiental, comunicação e arte” (UFMT) e dos projetos de extensão universitária sobre produção audiovisual em cidades do Pantanal (UFMT); e produção comunicativa de notícias em revista e agência de notícias (Unemat). Ainda, foi possível compreender que os projetos da Seduc e das escolas salesianas em Mato Grosso levam a uma prática cidadã de apropriação do conhecimento midiático capaz de tornar os alunos produtores de comunicação.

Por ter sido semipresencial, o II Colóquio compartilhou as experiências educomunicativas de pesquisadores, profissionais e jornalistas de diversas cidades brasileiras. Em todas elas ficaram evidentes que o exercício da cidadania se dá pelo protagonismo e empoderamento juvenil em revistas e em atividades de luta pelo direito à comunicação e educação.
No campo universitário, os projetos de extensão já fazem parte do cotidiano de instituições como a UFCG, UFSM, ECA-USP e Unemat. Já existem dois cursos de graduação no Brasil: Licenciatura em Educomunicação (ECA-USP) e Bacharelado em Comunicação Social com ênfase em Educomunicação (UFCG).

Da experiência extensionista, as escolas vão assumindo o conceito para dar vez e voz aos estudantes como demonstraram as experiências das secretárias de educação de São Paulo-SP e de Porto Alegre-RS, assim como de muitas cidades de Mato Grosso.

Eles ultrapassam os muros da escola. Ao se apropriarem das técnicas jornalísticas para contar histórias a partir do seu olhar, os alunos realizam coberturas educomunicativas – termo para diferenciar a cobertura jornalística feita pelo jornalista profissional. Recentemente, eles produziram entrevistas durante o 17º Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. Em São Paulo, eles já realizaram quatro coberturas da Campus Party Brasil, dentre outras.

E na sua escola, há espaço de protagonismo dos alunos? Vamos conversar sobre isso na próxima semana.


Coluna semanal do site Fato & Notícia - 02/08/2016 - todas as terças-feiras

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Antonia Alves é professora do Curso de Jornalismo da Unemat, sócia fundadora e membro da diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), com mestrado em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. antoniaalves@unemat.br

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